O Alisson Vale vem falando dessa questão de não confundir eficiência (fazer do jeito certo) com eficácia (fazer a coisa certa) há mais de 10 anos e eu notei como nos últimos tempos, ao trocar ideia sobre uso de IA com colegas isso sempre volta, pq quando a gente fica munido com várias skills pra fazer análise, fazer o "plumbing" de novas features, escrever código de acordo com os padrões do time, PRs e commits igualmente "caprichados", é fácil a gente entrar nesse modo acelerado e como vc disse, acabar bem longe.
Isso fica ainda mais perigoso pq antes de IA, quando chegava aquele momento no dia em que o cérebro cansava, só nos restava dar um tempo, ir tomar um café, fazer uma outra tarefa menos intensiva, mas agora isso pode virar uma sessão de vibe-coding não intencional, a gente só aprovando as coisas com mais facilidade, lendo mais rápido e por alto o que tá saindo - de novo, confundindo eficiência e produtividade com eficácia.
Aí volta a valer o mesmo princípio por trás de tudo quanto é boa prática dos últimos 30 anos, seja XP, TDD, Agile e agora com AI: ciclos curtos de iteração, feedback, validação, e não esquecer de as vezes parar um pouco pra voltar pro "big picture".
Obrigado pelo feedback. Muito bom ver a percepção de gente boa como você sobre o que eu escrevo.
Conheci o livro do Alisson no ano passado por uma indicação do Henrique Bastos e me identifiquei demais. É como se ele tivesse escrito e dado nome pra muitas das coisas que eu acredito: ciclos curtos, validação de hipóteses, aprendizado contínuo, fazer a coisa certa, etc.
E o melhor é ver que todos esses princípios que foram moldando a engenharia de software que a gente conhece também se aplicam a essa nova forma de fazer engenharia com a IA.
Excelente reflexão, valeu!
O Alisson Vale vem falando dessa questão de não confundir eficiência (fazer do jeito certo) com eficácia (fazer a coisa certa) há mais de 10 anos e eu notei como nos últimos tempos, ao trocar ideia sobre uso de IA com colegas isso sempre volta, pq quando a gente fica munido com várias skills pra fazer análise, fazer o "plumbing" de novas features, escrever código de acordo com os padrões do time, PRs e commits igualmente "caprichados", é fácil a gente entrar nesse modo acelerado e como vc disse, acabar bem longe.
Isso fica ainda mais perigoso pq antes de IA, quando chegava aquele momento no dia em que o cérebro cansava, só nos restava dar um tempo, ir tomar um café, fazer uma outra tarefa menos intensiva, mas agora isso pode virar uma sessão de vibe-coding não intencional, a gente só aprovando as coisas com mais facilidade, lendo mais rápido e por alto o que tá saindo - de novo, confundindo eficiência e produtividade com eficácia.
Aí volta a valer o mesmo princípio por trás de tudo quanto é boa prática dos últimos 30 anos, seja XP, TDD, Agile e agora com AI: ciclos curtos de iteração, feedback, validação, e não esquecer de as vezes parar um pouco pra voltar pro "big picture".
Obrigado pelo feedback. Muito bom ver a percepção de gente boa como você sobre o que eu escrevo.
Conheci o livro do Alisson no ano passado por uma indicação do Henrique Bastos e me identifiquei demais. É como se ele tivesse escrito e dado nome pra muitas das coisas que eu acredito: ciclos curtos, validação de hipóteses, aprendizado contínuo, fazer a coisa certa, etc.
E o melhor é ver que todos esses princípios que foram moldando a engenharia de software que a gente conhece também se aplicam a essa nova forma de fazer engenharia com a IA.